Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

HORA VIP - A revista que surpreende

A RELAÇÃO MAIS DURADOURA

Ao longo da nossa vida temos várias relações. Mas, garantidamente, apenas uma nos acompanhará desde o primeiro ao último suspiro…

A que estabelecemos connosco. Todas as outras, por mais marcantes que possam ser, apenas farão parte de uma parcela da nossa existência.

Por isso, a primeira relação com que nos devemos preocupar é a que estabelecemos com o nosso interior, o nosso EU! Afinal, se não temos uma boa relação connosco, como poderemos desejar ter com os outros?

No entanto, a verdade é que, cada vez mais, dedicamos menos tempo de qualidade a nós mesmos. Não nos permitimos desfrutar de um momento, por mais pequeno que seja, para falarmos com o nosso verdadeiro EU.

Arranjamos mil e uma desculpas, para evitar “olhar para dentro de nós”. Refugiamo-nos na televisão, internet, jogos, ou aplicações dos telemóveis. Vivemos num mundo virtual sem nunca nos conectarmos realmente connosco próprios, nem com os outros.

Quando, dentro de nós, existe uma batalha entre aquilo que somos e o que gostávamos de ser, sentimo-nos incompletos. Julgamos que a nossa felicidade, ou realização pessoal, está fora e não dentro de nós. Isso provoca uma enorme sensação de vazio que leva a que andemos constantemente a procurar algo, ou alguém, que a preencha. E, então, procura-se compensar através das redes sociais, da comida, do consumo de drogas e álcool, da dedicação excessiva ao trabalho, de toda a espécie de vícios, ou na aquisição de carros, gadgets, roupas… e relações amorosas sucessivas!

Se acreditamos que dependemos de alguém, para sermos felizes, tornamo-nos carentes de amor e corremos o risco de nos envolvermos com a primeira oportunidade que surgir, mesmo que intuitivamente saibamos que não é a melhor opção.

In, “Aprender a A.M.A.R.”, (2016), Edições Chá das Cinco