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HORA VIP - A revista que surpreende

JUDITE SOUSA – REVISTA HORA VIP de MAIO

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JUDITE SOUSA

“É jornalista. É diretora adjunta de Informação da TVI. Uma profissional e uma mulher como tantas outras que vive intensamente a profissão e procura enfrentar a vida com o entusiasmo possível”.

Fábio Belo (FB): Ser jornalista era o seu sonho de criança?
Judite de Sousa (JS): O jornalismo aconteceu por acaso.
FB: Foi aos 18 anos que teve o seu primeiro contato com o jornalismo. Foi aí que decidiu que era isso que queria para a sua a vida?
JS: Aos 18 anos não conhecia o mundo das notícias.
FB: Foi uma paixão à primeira vista?
JS: Foi. Ao fim de poucos dias de trabalho, descobri que tinha encontrado a minha vocação.
FB: O que a fascina no jornalismo?
JS: Tudo. Gosto de reportagens, de ser enviada especial, de entrevistas, debates, apresentação de jornais…
FB: Quando decide entrar para o mundo televisivo?
JS: Aconteceu por acaso. Respondi a um anúncio de jornal.
FB: A Judite é uma mulher de desafios?
JS: Sou. Profissionalmente, nunca digo que não a uma oportunidade.
FB: Os portugueses já estão habituados a ver a Judite na condução do “Jornal daS Oito”. A verdade é a principal caraterística da Judite profissional?
JS: Claro. A verdade é o ADN do jornalismo.


FB: Deixar a RTP e passar para a TVI foi a sua maior escolha profissional?
JS: Foi uma opção difícil. Mas estou satisfeita. O público não me abandonou.
FB: A Judite sente que é uma inspiração para futuros jornalistas?
JS: Prefiro que sejam os outros a pensar isso. Apenas procuro fazer bem o meu trabalho.
FB: Como define o jornalismo em Portugal?
JS: Há coisas boas e más. As boas resultam do facto de haver múltiplas ofertas de informação. As más decorrem da crise. Há precariedade nas redações. As empresas deixaram de contratar e perdeu-se o conceito de especialização.
FB: A Judite foi muitas vezes a enviada especial para cenários de guerra. O que sentiu ao presenciar o terror na primeira pessoa?
JS: Fui jornalista. Perante cenários de guerra, tem que prevalecer o lado profissional. Não pode ser de outra maneira.


FB: Sentiu medo de não regressar?
JS: Algumas vezes senti o medo por perto.
FB: Porque decide lançar o blogue juditesousa.pt?
JS: O blogue foi uma das melhores decisões que já tomei. Escrevo livremente, sem constrangimentos. É um espaço meu e de partilha com os leitores.
FB: A Judite procura a proximidade com o público através da linguagem informal?
JS: Sim, a proximidade é fundamental.
FB: No seu blogue o público pode encontrar a mulher para além da jornalista?
JS: Sim, escrevo muito sobre temas sociais e afetivos.
FB: A Judite já escreveu vários livros. O seu novo livro é o grande livro da sua vida?
JS: Espero bem que não. Ainda vou escrever mais livros.

FB: O leitor vai encontrar “duas ou três coisas” sobre a Judite, ou vai encontrar a história da mulher por detrás da jornalista?
JS: Vai encontrar a mulher e a jornalista.
FB: Tanto o lançamento do novo livro como do blogue estão relacionados com a celebração dos 30 anos de carreira da Judite?
JS: Nao necessariamente. Até porque já são mais do que 30 anos.
Fotografias: Rui Valido

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