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HORA VIP - A revista que surpreende

VAMOS CONHECER MELHOR AS PULGAS?

A pulga é um pequeno inseto, sem asas, com capacidade de saltar até 100 vezes a sua altura. Na sua fase adulta, é um parasita que se alimenta do sangue de cães, gatos, pequenos mamíferos e do Homem.
Pica o seu hospedeiro em média 10 vezes por dia e pode ingerir até 15 vezes o seu próprio peso!
Ao longo da sua vida (cerca de 100 dias), uma única pulga pode depositar mais de 2000 ovos (até 50 por dia). Os ovos são depositados no pelo do animal caindo ao chão já que não ficam aderidos. Assim podemos encontrar ovos de pulga em qualquer local que o animal tenha acesso, preferencialmente almofadas, tapetes, sofás, frestas no pavimento e paredes, ou seja, qualquer local que tenha as condições ideais de humidade e temperatura (80% e 28ºC, respetivamente) para o seu crescimento.

O resto do ciclo de vida das pulgas desenvolve-se até atingirem o estado adulto, momento em que irá procurar um animal para se alimentar e reproduzir. É através de vibrações que as potenciais fontes de alimento são reconhecidas, neste momento, as pulgas “ativam-se” saindo de um estádio biológico chamado pupa e saltam para o pelo dos animais para se alimentarem e reproduzir.
Se se reunirem todas as condições favoráveis o ciclo de vida da pulga pode levar entre 2 a 3 semanas; Caso contrário, o ciclo de vida pode durar de 6 meses até 1 ano devido à grande resistência dos casulos que contêm a fase de pupa.
A principal forma de infestação é a partir dos chamados “locais de eclosão” onde as pulgas adultas disseminam os seus ovos e onde crescem as formas imaturas, antes de atingirem o estado adulto. De forma menos frequente a infestação também pode ocorrer por contacto direto (de animal para animal).

As picadas das pulgas provocam lesões inflamatórias na pele dos animais que causam comichão (prurido), inquietude e a degradação do estado geral do animal. Para além deste desconforto podem ainda ser a causa de doenças como a dermatite alérgica à picada da pulga e de outras agentes patogénicos e zoonoses (doenças que se transmitem entre os humanos e animais)
Em alguns animais, o contacto com a saliva das pulgas desencadeia uma reação alérgica que causa muita irritação levando o animal a coçar-se intensamente, lambendo e mordendo o próprio corpo – DERMATITE ALÉRGICA À PICADA DA PULGA. Causando lesões inflamatórias típicas na pele (dermatite) e perda de pelo. As pulgas não só ingerem o sangue do animal, como também inoculam a sua saliva, que contém substâncias que provocam irritação ao animal e, em alguns casos, causam uma resposta alérgica.

 

Estas lesões estão localizadas principalmente perto da base da cauda, na parte traseira das coxas, abdómen e virilhas. Como resultado deste processo alérgico a pele do animal torna-se progressivamente seca e escamosa, muitas vezes estas lesões são contaminadas por bactérias. 

A dermatite alérgica à picada da pulga é o problema mais frequente da dermatologia veterinária em todo o mundo!
As pulgas também estão envolvidas na transmissão de certas doenças, entre as mais importantes dos animais de companhia inclui-se: Dipylidium caninum, uma ténia intestinal e Mycoplasma spp. um microrganismo do sangue que causa Anemia Felina Infeciosa. Dipylidium caninum é a ténia mais comum dos cães. Esta pode medir entre 30-50 cm. Os seus anéis contêm ovos e são eliminados para o exterior com as fezes dos cães. Estes anéis são facilmente reconhecíveis porque se parecem com grãos de arroz.
Os cães infetam-se com estas ténias pela ingestão de pulgas contaminadas com larvas de D. caninum. O tratamento contra esses vermes deve ser necessariamente associado a um tratamento contra pulgas.
É importante realçar que em caso de infestações severas pode causar graves anemias.
Ver as pulgas escondidas entre os pelos do animal talvez possa ser uma tarefa difícil para o proprietário, existem outros sinais claros indiretos da presença destes parasitas. A principal coisa é descobrir entre o pelo do cão ou gato minúsculas partículas de cor castanho-escuro que parecem sujidade. Estas são fezes de pulga e consistem em restos parcialmente digerido de sangue seco.

Para um controle de pulgas eficaz é essencial tratar tanto os animais de estimação como o ambiente em que estes vivem, porque é nesses locais que se encontram a maioria dos parasitas.
Deve-se ter sempre em conta que, independentemente do número de pulgas adultas que se possam ver no animal, esse é apenas a “ponta do iceberg” da parasitose. Estima-se que, da população de pulgas total que possa existir numa casa, apenas 5% vivem no animal de estimação, enquanto os restantes 95% dos parasitas se encontram em diferentes lugares da casa e são muito difíceis de ver.
Desta forma é aconselhado efetuar a desparasitação externa de uma forma regular de modo a manter uma proteção constante nos nossos animais e nas nossas casas contra as parasitoses. Existem várias apresentações de desparasitantes externos que podemos utilizar, dependendo da facilidade de aplicação e necessidades do animal. Aconselhe-se com o seu médico veterinário!